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As rodas etéreas e a aura

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Cada centro de força se reflete no astral em forma de círculos rutilantes de diversas cores e se assentam consequentemente em conjunto na aura astral.
Não é exato que os centros de força, que são inúmeros, e nem mesmo os sete principais que são os mais visíveis, estejam dispostos simetricamente na aura, como demonstram algumas figuras, senão que são visíveis com maior ou menor força, segundo sua potencialidade vibratória. Os sete centros principais são os seguintes:

1. Roda Coronária: de cor sintética;
2. Roda Visual: de cor azul e rosada embranquecida;
3. Roda Laríngea: de cor azul pálido;
4. Roda Cardíaca: de cor ouro brilhante;
5. Roda Solar: de cor verde rosado;
6. Roda Controle: da cor do arco-íris;
7. Roda Sacra: é de cor vermelha e alaranjada.

As rodas etéreas e a aura

Cada uma das rodas corresponde a um dos Sete Raios ou modulação vibratória do Éter Cósmico. O Éter Cósmico é um, mas ao impregnar o universo com seu movimento criador, quebra-se em sete diferentes formas e cada uma delas corresponde a um poder determinado. Este é dirigido no mundo superior pelos sete Iniciados Solares e se manifesta no mundo astral pelas Rodas Etéreas, que constituem o estado desse plano. Simultaneamente, pela lei de analogia, repetem-se estas rodas em proporção infinitesimal em cada ser.

Este poder septenário se manifesta na Terra nos sete plexos primordiais do planeta, que são conhecidos pelo Iniciado que tem o poder de traçar as sete partes do Universo. No corpo físico humano, o Éter Cósmico se encontra nos sete plexos correspondentes às Rodas Etéreas já citadas. Já se disse que a aura é algo assim como um receptor de todas as forças positivas e negativas do ser, que as expressa mediante uma forma, um movimento e uma cor no primeiro plano do mundo astral.

As Rodas Etéreas se refletem ali e se mesclam com as cores predominantes da aura. Às vezes, em um momento de ação muito intenso, um centro de força determinado domina todo o espectro áurico. Na aura de uma pessoa muito intelectual pode-se distinguir, na sua parte superior, uma roda em forma de leque de uma linda cor azul brilhante, que coroa a frente do corpo astral como um diadema real; enquanto os demais centros de força talvez sejam tão débeis que as tonalidades de
cor e a força do movimento se percam entre as demais cores áuricas.

Uma pessoa em um momento de raiva intensa desprende, da parte central da aura, o que equivaleria à altura do coração no corpo humano, uma fumaça que rapidamente cobre toda a aura sem deixar ver outra cor. Somente se veem algumas línguas de fogo que são a materialização da energia condensada pela forma mental correspondente.

Em alguns temperamentos harmônicos e equilibrados se veem distintamente duas ou três destas rodas revoluteando na aura como flores em movimento; mas nunca se pode distinguir separadamente cada uma das setes rodas.

Nos homens destes tempos é muito visível a Roda Sacra, que tem o papel importantíssimo da reprodução. Certamente, um ser perfeitíssimo, um Iniciado Solar, uniu de tal forma suas forças e poderes, que vibra e sintoniza unicamente com o Éter Sintético, o primeiro derivado do Éter Cósmico; por isso sua aura é imensa, uniforme, de rapidíssima vibração, tão rápida que não mostra mais que uma só cor, que se poderia chamar branquíssimo.

Além das cores geradas pelos centros de força, existem na aura as cores das formas mentais. As formas mentais não são sempre aquelas que foram geradas pelo pensamento de uma pessoa e, portanto resultados da Roda Mental do ser, senão que se refletem ali formas mentais de outros seres.

O contínuo pensamento de amor e proteção da mãe por seu pequeno filho cobrirá a aura da criança com a forma mental da mãe de uma tênue cor rosada. A crença religiosa de toda uma comunidade protege seus fiéis com um signo característico refletido na aura com uma determinada cor. Por isso, dizem os católicos que o cristão leva em seu espírito o signo do batismo que é inapagável; por isso, muitos seres que pertencem à religião Zivasvaita têm na aura a imagem de um tridente vermelho, símbolo de sua religião. O próprio afeto, que se tem por certas pessoas, estampa, muitas vezes, na aura a imagem delas.

Texto Original de Santiago Bovisio

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