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Caleidoscópio Áurico

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A vibração mental se transforma na aura em um contínuo movimento, a energia vital se condensa em cores e a matéria etérea toma formas diversas e cambiantes; a estas formas, que chegam às vezes a matizar-se de um modo tal que parecem quadros vivos, chama-se Caleidoscópio Áurico. As formas que mais predominam na aura são as produzidas pelos efeitos sensoriais registrados subconsciente e conscientemente.

Elas são:

A do olfato, quadrada;
A do gosto, semilunar invertida;
A da visão, triangular;
A do tato, espiral;
A do ouvido, circular.

Caleidoscópio Áurico

Estes desenhos áuricos se entrelaçam continuamente entre si, formando formosas imagens de uma perfeita figura geométrica. Como cada um tem um matiz especial de cor, refletem verdadeiras imagens fantasmagóricas aos olhos dos clarividentes. Estas formas mentais, produzidas pelos órgãos sensoriais, às vezes tomam tanta posse da aura do ser, que a dominam totalmente; são os contínuos obsessores e tiranos, verdadeiros demônios da humanidade. Mas a razão e o conhecimento os desterram pouco a pouco, suplantando estas imagens pelas dos desejos, das ilusões e aspirações. Segundo sua força característica, as forças mentais perduram mais ou menos tempo no círculo áurico e às vezes tomam verdadeiras formas elementais.

As lendas antigas as descrevem como belas estátuas, atraindo tanto seu artífice que cobram em sua mente vida real; não é em vão que foi dito que os homens são os pensamentos dos deuses e, por lei correlativa, os mundos elementais são os filhos dos pensamentos dos homens. Nem sempre as formas mentais tomam tanta vida; são imagens que logo abandonam o círculo áurico do ser e se estabelecem como cascões no círculo áurico da Terra, buscando imagens similares para tomar novamente força e vida. Por isso é impossível desterrar um vício inveterado sem a paciência; esse vício tomou forma, fez-se dono da aura do ser, está acostumado a alimentar se com as energias vivas que dali emanam e é necessário situá-lo através da fome, privando-o de novas reservas, para expulsá-lo dali. Tomemos um exemplo: o primeiro sentimento de um temor, por estar relacionado à Roda Controle e, por conseguinte, com o gosto, tem a forma mental de uma meia lua invertida; por isso, apresenta-se como um gancho. Muitos pensamentos similares de temor já se estabelecem na aura como uma imagem de muitos ganchos que cruzam a aura. É possível que tenha sido clarividente aquele que primeiro fez uma corrente para sujeitar um homem pela força.

Quando o medo toma conta do ser, a aura está sulcada por uma infinidade destas imagens que dão a impressão de uma grade ou envoltório de ferro. Se aos sentimentos de medo se quer contrapor os de valor, como estes se acham relacionados com a Roda do Coração e têm por isso forma de espiral, correspondendo ao tato, dão a impressão de pequenas explosões luminosas que querem romper a barreira de ferro; é uma verdadeira batalha áurica. Durante esta luta o ser pode perecer, porque são duas forças iguais, pares de opostos, que disputam o campo áurico. Para livrar-se desses perigos, o melhor é a serenidade mental que afasta as formas de uma e outra índole.

Fica então estabelecido que a aura é formada pela vibração mental, daí seu movimento contínuo; é colorida pela energia vital, daí suas cores cambiantes; é adornada pelas formas mentais, que se valem da matéria etérea para deixar impressa nela sua imagem.

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