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Maha Nirvana Tantra – O Tantra da Grande Libertação

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A obra Maha-Nirvana-Tantra (Mahanirva atantra), aqui apresentada, é um dos mais importantes textos indianos sobre o Tantra. Foi traduzido pela primeira vez para o inglês por John Woodroffe (“Arthur Avalon”) em 1913. A tradução completa para o português, aqui apresentada, foi feita por uma pessoa do Rio de Janeiro que prefere permanecer anônima e que assina “Uma Yogini em seva a Sri Shiva Mahadeva” (ver http://yogaestudoscomplementares.blogspot.com).


O Maha-Nirvana-Tantra (ou Tantra da Grande Libertação) é um Agama, texto considerado sagrado pela tradição tântrica. É apresentado como uma série de conversas entre Shiva e Shakti, o casal divino. Todas as instruções dessa obra são consideradas como uma revelação sagrada, pelos adeptos do Tantra indiano.

Maha Nirvana Tantra - O Tantra da Grande Libertação

A obra apresenta instruções sobre exercícios de meditação, práticas de yoga, rituais e mantras do Tantra, cerimônias de culto à Grande Deusa (Shakti), informações sobre a estrutura energética sutil do ser humano (chakras e nadis), e o papel do Tantra na vida do praticante. O objetivo principal da obra é a exposição do caminho para a libertação espiritual (Moksha), apresentando muitas práticas tântricas como a purificação do corpo energético, exercícios de pranayama, rituais de consagração, uso de diagramas (yantras) para meditação, o despertar de Kundalini Shakti, a adoração de diversas divindades através de seus mantras, etc. A tradução para o inglês de John Woodroffe era precedida por uma introdução com mais de 130 páginas. Essa introdução não foi traduzida na versão para o português. Pode-se, no entanto, consultá-la em inglês no site Sacred Texts: http://www.sacred-texts.com/tantra/maha/index.htm.

Sir John George Woodroffe (1865–1936), conhecido também por seu pseudônimo “Arthur Avalon”, foi um importante estudioso da tradição tântrica indiana, que publicou muitas traduções de obras fundamentais no início do século XX, permitindo pela primeira vez que os ocidentais tivessem um contato direto com esses textos. John Woodroffe era um advogado, formado pela Universidade de Oxford. Em 1890 ele foi para a Índia, onde trabalhou primeiramente como advogado, tornando-se professor de Direito da Universidade de Calcutá. Em 1902 tornou-se Conselheiro do Governo Britânico da Índia, e dois anos depois se tornou juiz da Alta Corte indiana. Retornou à Inglaterra em 1923, passando a lecionar Direito Indiano na Universidade de Oxford, durante 7 anos.

Paralelamente aos seus estudos jurídicos, Woodroffe começou a se interessar pela tradição indiana, aprendendo sânscrito e estudando vários ramos do pensamento indiano, dando especial atenção ao Tantra. Tornou-se discípulo de Shiva Chandra Vidyarnarva Battacharya e estudou as escrituras do Tantra indiano, com a ajuda de vários amigos de Bengala – especialmente Atal Behari Ghose. Com a colaboração desses amigos, traduziu cerca de 20 trabalhos sobre o tantrismo, do sânscrito para o inglês, publicando seus trabalhos sob o pseudônimo de “Arthur Avalon” (um nome inspirado nas lendas do Rei Arthur e no reino lendário de Avalon). Os trabalhos de Woodroffe sobre o Tantra produziram um forte impacto no ocidente, mostrando que havia um profundo iii pensamento filosófico por trás das práticas religiosas e espirituais dessa corrente que era anteriormente conhecida apenas sob um ponto de vista negativo.

John Woodroffe

Algumas de suas obras mais conhecidas são:

• Tantra of the Great Liberation (Mahanirvana Tantra)
• The Serpent Power
• Shakti and Shakta
• Principles of Tantra
• Kamakalavilasa
• Introduction to the Tantra Sastra
• Hymns to the Goddess
• Hymn to Kali: Karpuradi-Stotra
• The World as Power
• The Garland of Letters (Varnamala)
• Kamakalavilasa
• Mahamaya (Cit-Shakti or Power as Consciousness)
• Bharati Shakti: Essays and Addresses on Indian Culture
• India: Culture and Society
• Is India Civilized? Essays on Indian Culture

 

Há uma outra tradução do Maha-Nirvana-Tantra para o inglês, mais recente, que contém adicionalmente o texto em sânscrito (em devanagari e transliterado):

Mahanirvanatantram. Translated by M. N. Dutt, edited with a foreword by J. L. Gupta. Delhi: Chaukhamba Sanskrit Pratishthan, 2003.

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